Música

10 histórias de “In Utero”, o clássico dos Nirvana que celebra 25 anos

O álbum de “Heart Shaped Box” ou “All Apologies” celebra o aniversário redondo esta sexta-feira, 21 de setembro. Sabe qual era para ser o título do disco?

Foi o último álbum da banda de Kurt Cobain.

“Nunca na história das emoções rápidas do rock n’ roll houve um artista — talvez com a exceção de John Lennon — que tenha ficado tão afetado emocionalmente pelo seu sucesso repentino, o tenha desprezado com vigor diabólico, e o tenha exorcizado na música com tanta pureza e determinação.”

É assim que começa a crítica da revista “Rolling Stone” ao álbum “In Utero”, dos Nirvana, publicada a 16 de setembro de 1993 — três dias depois do lançamento do disco nos EUA. Em Portugal foi editado no dia 21, o que significa que esta sexta-feira, 21 de setembro de 2018, este clássico celebra 25 anos.

É claro que o crítico da revista americana, David Fricke, está a falar do frontman vocalista, guitarrista e compositor da banda, Kurt Cobain. Dois anos antes, os Nirvana — que também tinham o baixista Krist Novoselic e o baterista Dave Grohl, o mesmo dos Foo Fighters — lançavam “Nevermind”.

O álbum que tinha singles como “Smells Like Teen Spirit”, “Come As You Are”, “Lithium” ou “In Bloom” tornou os Nirvana super estrelas mundiais. Kurt Cobain não estava preparado para esse sucesso e “In Utero” foi o resultado disso, com uma estética mais distorcida e negra.

“Teenage angst has served me well, Now I’m old and bored” é a primeira coisa que Cobain diz no disco que celebra 25 anos, no tema “Serve the Servants”. O que ninguém poderia adivinhar é que este seria o último disco de originais dos Nirvana.

Em 1994 — e dois meses depois de uma tour europeia que tinha passado pelo antigo Pavilhão Dramático de Cascais — Kurt Cobain suicidou-se. Estava em Seattle, a capital do grunge, e era 5 de abril. O músico tinha 27 anos e juntou-se à lista das lendas do rock n’ roll que morreram com esta idade.

“In Utero” fica na história como o disco que representa essa angústia depressiva de Cobain, depois do enorme sucesso de “Nevermind”. A propósito do 25.º aniversário, a NiT conta algumas curiosidades sobre o álbum.

O número total de faixas

Os Nirvana criaram 18 temas para este disco, mas foi editado apenas com 12. Entre as canções que não chegaram à versão final do trabalho encontram-se “I Hate Myself and I Want to Die” e “Marigold”, que foi a primeira e única música que Dave Grohl compôs para os Nirvana. Mais tarde foi lançada como lado B de “Heart Shaped Box” e está incluída no álbum ao vivo “Skin and Bones”, dos Foo Fighters.

“Scentless Apprentice”

A canção foi inspirada pelo livro “Perfume”, de Patrick Süskind. A história, que depois foi adaptada para cinema, é a de um rapaz que nasceu sem odor e que persegue e assassina raparigas virgens em busca do “aroma perfeito”. Cobain terá lido o livro pelo menos dez vezes.

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A capa icónica do disco de 1993.